segunda-feira, 27 de junho de 2011

Puta carente

Dessa vez, rola?
Não, né?
Esse é o problema de o amar, nunca é a minha vez
Você sempre me engana com seu papo de cara carente a procura de alguém que nunca sou eu
E eu? Como fico?
Não fico, né? Quer dizer, até fico...  na merda sozinha e só!
Será que um dia eu saio dessa?
Se eu virasse puta, o esqueceria ?
Lógico que não! Amor é uma droga, literalmente.
Você usa, vicia e se fode no final
Quando tá usando é bom, é ótimo
A vida, a felicidade tá na ponta da agulha
No cigarro
No fundo do copo
Na boca, no corpo de alguém
E depois?
Se encontra no fundo do poço
No poço do poço
Sozinho, perdido, ‘’sambando na merda’’ em que ficou.
Drogas tem tratamento
E o amor ?
Como cura? E como passar por essa abstinência de você?
Ah, porque eu não morro logo, hein?
Não, não tem cura!
Não tem tratamento no mundo pra o tirar de mim
Nem pra diminuir essa ausência filha de uma puta
Seria uma boa saída: me matar.
Uma pessoa morta não é mais viciada, é um corpo morto. Certo?
Certo!
Sem atividade cerebral, sem você.
A única forma de parar de pensar em você, é parar de pensar
Pra parar de pensar, morrer
E depois?
E o meu espírito?
Não, não tem jeito, nem morta você me deixaria
E morto não se droga, nem faz sexo.
Bem, eu vou ali. Um dia a gente se vê, quem sabe.
Nããão! Espera.
Eu vou embora e a gente não se vê mais!
Vou fugir e virar puta
É isso aê!
‘’valeu, muito obrigado... mas agora, virei puta!’’

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