sexta-feira, 2 de março de 2012

Dessa brisa eu não quero sentir nunca mais.


Andei de olhos vendados em direção ao abismo, as coisas foram passando por mim bem ao meu lado e eu não pude enxergar. Não fui eu que me vendei, a venda apenas estava lá cobrindo meus olhos para que eu não pudesse enxergar nada a minha volta, andando em passos curtos dia após dia em direção ao topo. Chegando lá pus o primeiro pé na ponta e pude sentir que já não havia mais chão a diante. foi quando acordei, foi quando olhei pra trás e vi tudo que deixei passar durante essa caminhada, foi quando eu vi as coisas que eu podia perder se eu desse mais um passo.
Sinceramente não era isso que eu queria, não era isso que eu tinha escolhido pra mim, afinal quem escolhe cair? há quem queira mas essa não sou eu.
Tirei minha venda mas continuei com os olhos fechados, dei um passo para trás. Ao abrir os olhos enxerguei a beira do abismo ali bem na minha frente, o susto da altura da queda que eu teria foi tão grande que corri metros para trás. Me dei conta de que tudo que eu tenho que fazer é retomar o caminho de volta e tentar concertar as coisas que deixei passar, tentar olhar nos olhos de quem não olhei, recuperar meu chão, minha estabilidade.
Vai ser difícil ou até nem seja, mas eu vou lutar, vou fazer tudo que posso e não posso pra reparar tudo que deixei passar.
meu lugar é com você bem longe da brisa terrível desse abismo que queria que eu caísse sozinha, e eu sei que você vai me ajudar a não chegar perto dele, nunca mais.

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